quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor / Dia M. do Escutismo / Dia Nacional da Educação de Surdos


Um livro é sempre um cais de embarque,

limiar de sonho e de aventura,

convite à distância e à ternura.

L.A.,1981?












"Uma boa acção por dia!..."
(também cresci com este ideal de Baden Powell)

Por obra e graça de algumas "estapafurdices" dos concursos de professores, acabei por leccionar três turmas de surdos (profundos e ligeiros) entre os 7º e 9º anos, há cerca de 25 anos... A "estapafurdice" da colocação acabou por se me reverter numa experiência inolvidável de carácter cientifico-pedagógico, de enorme crescimento pessoal e humano e, tudo isso, porque revestido de uma afectividade única... Cheguei a pensar fazer estágio em ensino especial à custa da enorme riqueza que esse ano de trabalho me proporcionou. Bastantes anos mais tarde, acompanhei no 12º ano uma aluna surda, que acabou por me fazer reviver da melhor maneira esses meus tempos de jovem professora... Correndo o risco de enviesar, extrapolar e - espero que não - defraudar o conceito de "inteligência afectiva" do investigador António Damásio, o que ainda hoje me interrogo é se estes alunos utilizarão mais e, quiçá, de forma compensatória este tipo de inteligência, já que tudo por eles me foi sempre retribuido em empenhamento, trabalho e... sempre, sempre, em enormes sorrisos de agradecimento e felicidade pelo seu sucesso escolar... Terei tido sorte? Será só isso? ... Um xi-coração para todos eles. Sempre.


(Descobri que Alexander Bell, o inventor do telefone também era surdo. Por isso, a ilustração...)

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