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quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Dia dos Avós
A minha avó-madrinha Luísa Mariana, já muito velhinha e acamada, perdia-se de amores pelos seus "apatetados"... ou seja, Charlie Chaplin no seu melhor, como diz o vídeo. E se é verdade que eu não morria de amores por estes trambolhões circenses, a verdade é que me ria a bom rir com as gargalhadas e alegria contagiante dela de cada vez que o infeliz se estatelava desajeitadamente no chão... Ah! É preciso dizer que a minha avó Luísa Mariana estava completamente surda e eu fiquei sempre com a ideia que o Charlot era o seu melhor amigo aos quase 90 anos...
Bondosa e feliz, era assim a minha avó-madrinha. Quando não entendia o que lhe perguntávamos, ria; dizia qualquer outra coisa bem-disposta e ria; fazia o" seu último remate de colcha com franja "rabo de porco" (para aquela colcha de 2 agulhas que tua mãe te fez, Maria Luísa - e já tinha 80 e muitos anos, dos dela) e ria, ria, por entre muitas beijoquinhas nas bochechas da neta-afilhada que adorava o "rabo de porco" com que ela a presenteara. Ainda a tenho, à franja "rabo de porco" e tudo se fez como ela desejou e em cada "dia dos avós" é a minha avó Luísa Mariana e o Charlot que se estatelam ao comprido nos corredores da minha memória e eu sorrio e rio ao lembrar as patetices apatetadas daqueles dois sábios avós tão unidos à distância.
N. B. ... O vídeo é para ser visto pela minha avó; logo, se não se importa, retire-lhe o som e vai ver que o mundo dos nossos avós é outro e se der umas gargalhadas, eu também fico feliz!(e ainda não foi desta que falei dos "meus egrégios avós"... Ou será que falei?)
sábado, 24 de julho de 2010
Dia da Internet
Estava a pensar o que de que escrever sobre a efeméride do dia e acabei por estacionar no "cais de pedra" de Fernando Pessoa. Fui procurar a "Ode Marítima" na Internet (não saí deste "cais de pedra" que é a minha cadeira, naveguei um pouco qual "paquete" t-t-t-t---ttttt---t--t--...) e regressei breves minutos depois já com a selecção de versos que aqui iria deixar. E eu acho esta navegação um assombro, com esta calma rapidez com que aportamos a tanto porto... e em todo o porto há um cais que de saudade em saudade nos vai balanceando o futuro do que queremos sonhar. E deste "cais de pedra donde se não parte" (e que é ainda a minha cadeira de trabalho), rápido navegarei para mais uma imagem (uma foto, ilustração, o que for se verá) ...
"Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
(...)
Tanta nacionalidade sobre o mundo! tanta profissão! tanta gente!
Tanto destino diverso que se pode dar à vida,
À vida, afinal, no fundo sempre, sempre a mesma!
Tantas caras curiosas! Todas as caras são curiosas
E nada traz tanta religiosidade como olhar muito para gente.
A fraternidade afinal não é uma ideia revolucionária.
É uma coisa que a gente aprende pela vida fora, onde tem que tolerar tudo,
E passa a achar graça ao que tem que tolerar,
E acaba quase a chorar de ternura sobre o que tolerou!
(...)"
in Álvaro de Campos, Ode Marítima
"Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
(...)
Tanta nacionalidade sobre o mundo! tanta profissão! tanta gente!
Tanto destino diverso que se pode dar à vida,
À vida, afinal, no fundo sempre, sempre a mesma!
Tantas caras curiosas! Todas as caras são curiosas
E nada traz tanta religiosidade como olhar muito para gente.
A fraternidade afinal não é uma ideia revolucionária.
É uma coisa que a gente aprende pela vida fora, onde tem que tolerar tudo,
E passa a achar graça ao que tem que tolerar,
E acaba quase a chorar de ternura sobre o que tolerou!
(...)"
in Álvaro de Campos, Ode Marítima
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dia Internacional da Amizade
Este meu melhor amigo,
que no fundo é um mansarrão,
quando me vê deserdada,
é forte que nem leão.
Deserdada fui eu já
quer de vida ou de alegria,
quer de sonhos ou magia...
Mas foi pela hora da sorte
que o meu gato aqui chegou:
com as botas de sete léguas
e o seu chapeirão listrado
foram tantos os seus mimos
que me pôs o céu estrelado...
E é este o meu dia-a-dia...
Quer esteja aqui bem por perto,
ou seja amigo distante,
sem o meu Gato das Botas,
outra menina seria,
bem diferente, mais minguante...
E depois dos amigos à minha maneira (todos eles uns verdadeiros "Gatos das Botas"), ficam a voz de Cecília Meireles, também ela sobre os seus (nossos) amigos e, no final, um vídeo sobre a amizade entre animais, também eles nossos amigos e "gatos das botas" uns dos outros...
Recado aos Amigos Distantes
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecília Meireles, Poemas (1951) in o citador
(itálico e negrito de responsabilidade nossa)
que no fundo é um mansarrão,
quando me vê deserdada,
é forte que nem leão.
Deserdada fui eu já
quer de vida ou de alegria,
quer de sonhos ou magia...
Mas foi pela hora da sorte
que o meu gato aqui chegou:
com as botas de sete léguas
e o seu chapeirão listrado
foram tantos os seus mimos
que me pôs o céu estrelado...
E é este o meu dia-a-dia...
Quer esteja aqui bem por perto,
ou seja amigo distante,
sem o meu Gato das Botas,
outra menina seria,
bem diferente, mais minguante...
E depois dos amigos à minha maneira (todos eles uns verdadeiros "Gatos das Botas"), ficam a voz de Cecília Meireles, também ela sobre os seus (nossos) amigos e, no final, um vídeo sobre a amizade entre animais, também eles nossos amigos e "gatos das botas" uns dos outros...
Recado aos Amigos Distantes
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecília Meireles, Poemas (1951) in o citador
(itálico e negrito de responsabilidade nossa)
Etiquetas:
amizade,
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Dia Internacional,
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Dia Mundial contra o Trabalho Infantil
Pois!... A criança do Quino é que sabe...!
(e a nossa também! É por isso que não a devemos deixar estiolar quando formos grandes...)
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Dia Mundial pelo Desarmamento
... sem dinheiros (ou outras armas) no bolso (ou saco azul)
ou outras traições, ilusões ou jogos de poder (ou lá o que terá sido e às vezes ainda é!)...
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