Os avós sabem do milagre da Vida... por isso, a avó Direjná quando grigrila (canta), faz brotar a água para os seus netos e eles são felizes até que e se...
Vale muito a pena ver esta belíssima animação sobre uma lenda boliviana... pelo amor aos avós (à terra, à Natureza, à Vida)...
Esta é uma história que é contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia. Dizem eles que no principio havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Esta avózinha era a dona da água e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. A avózinha também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então….
Vale a pena ver essa beleza de desenho animado, que representa a poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da natureza.
A produção foi feita na Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, e pela Comunidade de Animadores Bolivianos. O trabalho de desenho foi realizado por oito animadores bolivianos, dirigido por um francês, com música da embaixadora da Bolívia na França, e a ajuda de um mexicano e uma alemã. Todo juntos na defesa dos recursos naturais.
Elaine Tavares, in http://www.brasildefato.com.br/node/4499
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terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Dia dos Avós
A minha avó-madrinha Luísa Mariana, já muito velhinha e acamada, perdia-se de amores pelos seus "apatetados"... ou seja, Charlie Chaplin no seu melhor, como diz o vídeo. E se é verdade que eu não morria de amores por estes trambolhões circenses, a verdade é que me ria a bom rir com as gargalhadas e alegria contagiante dela de cada vez que o infeliz se estatelava desajeitadamente no chão... Ah! É preciso dizer que a minha avó Luísa Mariana estava completamente surda e eu fiquei sempre com a ideia que o Charlot era o seu melhor amigo aos quase 90 anos...
Bondosa e feliz, era assim a minha avó-madrinha. Quando não entendia o que lhe perguntávamos, ria; dizia qualquer outra coisa bem-disposta e ria; fazia o" seu último remate de colcha com franja "rabo de porco" (para aquela colcha de 2 agulhas que tua mãe te fez, Maria Luísa - e já tinha 80 e muitos anos, dos dela) e ria, ria, por entre muitas beijoquinhas nas bochechas da neta-afilhada que adorava o "rabo de porco" com que ela a presenteara. Ainda a tenho, à franja "rabo de porco" e tudo se fez como ela desejou e em cada "dia dos avós" é a minha avó Luísa Mariana e o Charlot que se estatelam ao comprido nos corredores da minha memória e eu sorrio e rio ao lembrar as patetices apatetadas daqueles dois sábios avós tão unidos à distância.
N. B. ... O vídeo é para ser visto pela minha avó; logo, se não se importa, retire-lhe o som e vai ver que o mundo dos nossos avós é outro e se der umas gargalhadas, eu também fico feliz!(e ainda não foi desta que falei dos "meus egrégios avós"... Ou será que falei?)
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