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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dia Mundial do Canhoto

Eu acredito que quando precisamos de alguma coisa, ela já existe em qualquer cantinho do universo, prontinha a ser encontrada ou descoberta. Gostei de ver a quantidade de utensílios preparados para os canhotos, neste caso à venda numa loja de Inglaterra.
(há qualquer problema com o link, que não consigo passá-lo. A ver...)
http://www.anythingleft-handed.co.uk/

Tanto de mim é dádiva de alguns canhotos da Humanidade:
Gandhi/ Beethoven/ Picasso, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Rafael, Durer/ Charlie Chaplin, Marilyn Monroe, Robert de Niro/ Einstein, Isaac Newton/ Aristóteles/ Neil Armstong...

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia Internacional dos Povos Indígenas (10º aniversário do João Ratão)

A "Índia" da Gal Costa acompanhou a minha juventude e foi uma das várias canções que, em expressão de felicidade, soltava quando o sol era amigo e forte e cheirava a verão, a paz e a futuro... e eu era de novo a índia das minhas brincadeiras de criança, sonhando os juncos das beiras de fontes e riachos para fazer cintos, bandoletes e atilhos para o rabo de cavalo, garimpando os altos do castelo e ´grandes penedias dos mil e um tesouros da Mullan dos índios...
http://www.youtube.com/watch?v=Z_yav_H5TiI

(o meu gatinho Ratão faz hoje 10 gloriosos anos e fica para ele uma breve montagem de slides... entretanto, vai ter o seu "atum ao natural", que ele aprecia, enquanto lhe não descubro o célebre pequeno laço de festa para a coleira, que continuo à espera de encontrar num "prêt-à-porter" de gatos...)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Chegada do Homem à Lua (40º aniversário)

"Vês Aqui a grande máquina do Mundo,
EtéRea e elemental, que fabricada
Assi(M) foi do Saber, alto e profundo,
Que é Sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor esTe rotundo
Globo e sua supeRfície tão limada,
É Deus; mas o que é Deus, ninguém O entende,
Que a tanto o eNGenho humano não se estende."

Camões, Os Lusíadas, X, 80

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia Internacional da Amizade


Ser amigo é nunca deixar de o ser.
(porque o lastro que deixa nas nossas vidas é sempre o do horizonte que as andorinhas navegam...)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Dia Nacional da França

http://www.youtube.com/watch?v=guYdxt3YLB4

De plaines en forêts de vallons en collines
Du printemps qui va naître à tes mortes saisons
De ce que j'ai vécu à ce que j'imagine
Je n'en finirai pas d'écrire ta chanson
Ma France

Au grand soleil d'été qui courbe la Provence
Des genêts de Bretagne aux bruyères d'Ardèche
Quelque chose dans l'air a cette transparence
Et ce goût du bonheur qui rend ma lèvre sèche
Ma France

Cet air de liberté au-delà des frontières
Aux peuples étrangers qui donnaient le vertige
Et dont vous usurpez aujourd'hui le prestige
Elle répond toujours du nom de Robespierre
Ma France

Celle du vieil Hugo tonnant de son exil
Des enfants de cinq ans travaillant dans les mines
Celle qui construisit de ses mains vos usines
Celle dont monsieur Thiers a dit qu'on la fusille
Ma France

Picasso tient le monde au bout de sa palette
Des lèvres d'Éluard s'envolent des colombes
Ils n'en finissent pas tes artistes prophètes
De dire qu'il est temps que le malheur succombe
Ma France

Leurs voix se multiplient à n'en plus faire qu'une
Celle qui paie toujours vos crimes vos erreurs
En remplissant l'histoire et ses fosses communes
Que je chante à jamais celle des travailleurs
Ma France

Celle qui ne possède en or que ses nuits blanches
Pour la lutte obstiné de ce temps quotidien
Du journal que l'on vend le matin d'un dimanche
A l'affiche qu'on colle au mur du lendemain
Ma France

Qu'elle monte des mines descende des collines
Celle qui chante en moi la belle la rebelle
Elle tient l'avenir, serré dans ses mains fines
Celle de trente-six à soixante-huit chandelles
Ma France

Jean Ferrat

domingo, 12 de julho de 2009

Dia Mundial contra o Trabalho Infantil


... um sorriso soprando a caravela,
brincando...
(Como é feliz, o menino gosta de colher sorrisos e quer brincar a caravela com os outros meninos...)

sábado, 11 de julho de 2009

Dia Mundial da População


Somos muitos. Seremos mais e ainda os suficientes. Nós, a população, povoámos povos, póvoas e povoados e continuamos a povoar, popularizar pópulos, povoações e populações do mundo inteiro... sempre fomos muitos e os suficientes para povoar de novas palavras a nossa língua com origem popular: do "povo" latino dos soldados e comerciantes ao mesmíssimo "pópulo" dos latinos eruditos são muitos os séculos de História e muita a prole dos dois vocábulos...
(fica para um dia de mais calma e pachorra um inventário de palavras oriundas da palavra latina "populu-": parece tão prolífera como a própria população mundial... Que império, o da língua!...)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dia das Bibliotecas


Eu também sou filha das bibliotecas, sobretudo daquelas em que podia percorrer as estantes e aí encontrar o diálogo de calma e bonomia com os livros (e com os autores deles). Para além da Biblioteca itinerante da Gulbenkian, até aos meus 10 anos, recordo com agradecimento e, por vezes, com saudade pelo que por aí fui encontrando:a Biblioteca da Universidade Católica de Lisboa, a Biblioteca de Clássicas da Faculdade de Letras, o Centro de Estudos Manuel Viegas Guerreiro (com o próprio e na mesma faculdade), a do Centro de Linguística e as Bibliotecas Municipais de Penamacor e Figueira da Foz, na área etnográfica. Em certas alturas, ia para a biblioteca como quem ia para a Igreja de Fátima em Lisboa (para ver os vitrais do Almada, acabava por silenciar os barulhos a mais do dia-a-dia e descobrir uma nova poalha de estrelas que era sempre o início de um novo caminho a percorrer).
Porque gosto de Bibliotecas, sempre me entristeci com o facto de, nas escolas, para aí se enviar os "insurrectos das aulas" (oh palavrão horrível nos tempos que correm para a linguagem das,assim chamadas, "Ciências da Educação"!)... Terá sido um verdadeiro milagre se algum destes "castigados das bibliotecas" conseguiu ler um livro com o mínimo de prazer, aprendendo, portanto!...
As Bibliotecas a quem gosta delas, que eu continuo a sonhar com o dia em que, aqui sentadinha em frente ao computador, poderei consultar e ler alguns dos "tesouros da bibliografia universal"...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dia Mundial da Arquitectura


Regressávamos de Itália, de caravana, num Agosto já de há muitos anos, quando entrámos em Barcelona (que eu não conhecia e julgava ser mais uma cidade antiga, rendida a prédios vidrados e blocos de apartamentos acamados como em linhas de montagem...)... A estranheza do passeio fez-se silêncio: de vez em quando, a arquitectura parecia saída de um museu (sim, que só daí eu conhecia a "arte nova"...)e... foi das cidades mais surpreendentes e belas que conheci e tudo devido a Gaudì (de arquitectura redonda sempre em abraço) ...
Fica para ele, hoje, a homenagem, neste link do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=tqXpBjHSo4k

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dia de S. Pedro


O S. Pedro era meu vizinho e eu gostava de o visitar: tinha uma igreja pequenina e antiga, com paredes revestidas de azulejos árabes e um tecto azul pejado de estrelas douradas. Só lá cabia ele no altar principal e, miúda que era, sempre lhe guardei um certo respeito e até temor: pequenino e em talha dourada, com uma chave na mão, parecia-me um menino grande que gostava que eu brincasse por ali, na sua vizinhança... mas os olhos, ai os olhos... grandes e redondos, pretos e brilhantes como os do escriba egípcio (que vim a conhecer mais tarde), pareciam estar sempre à espreita da primeira escorregadela para o "pecado", para me admoestarem e lembrar que... Na minha família havia alguns parentes com aqueles olhos, que acrescentavam às atrás descritas características um subtil e fluente estilo de humor... Se o S. Pedro, meu vizinho de brincadeiras, estivesse a sorrir um pouco, teria com certeza aquele olhar maroto de quem vai dizendo verdades com travessuras na voz! Que eu gostava muito dele, gostava (e da Santa Maria, que agora morava ali, desde que desaparecera a sua igreja, em anos dos tempos que já lá vão, do ainda assim nomeado Largo de Santa Maria, mais acima deste Largo de S. Pedro)... que os meninos mais novos que eu lhe plantaram uma tília que continua lá, também é verdade e que tenho muita pena de já não ter a fotografia que lhe tirei há muitos e muitos anos e que gos tava tanto de colocar aqui, entristece-me um bocadinho! Afinal, ele foi sempre um bom amigo e protector das minhas brincadeiras infantis e várias vezes deve ter evitado que fizesse mais umas asneirolas (daquelas que a mãe não gostava), só porque me tinha olhado nos olhos e não estava a sorrir e era logo a minha mãe que eu ouvia...
Tenho pena de não me lembrar de nenhuma quadra daquelas que eu ouvia quando era miúda e que muito me intrigavam: como é que os santos da igreja católica, tão sérios e de milagres, podiam ser alvo de tanta brincadeira malandreca? Vira o disco e toca o mesmo: tanto o S. António, como o S. João, como o S. Pedro ouviam os mesmos elogios (uns "thrickster" pagãos era o que era, uns namoradeiros malandrecos, uns... só durante este mês de Junho, é um facto...)...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dia de S. João / Dia do Ardina


O melhor do S. João era o cheiro acre a rosmaninho, a "fogueira" grande e alta encimada por uma boneca toda vestida de cores garridas (a rimar com os arcos de bandeiras e balões de papel, que decoravam as ruas), o içar dessa "fogueira" (um tronco de pinheiro altíssimo, vestido e revestido de rosmaninho) e, lá pela meia-noite, o lançar fogo à "fogueira", ao som de cantos profanos que enchiam de alegria os ares, perfumados do cheiro forte e saudável das encostas dos montes, que davam garridice às gargantas e agilidade para o bailarico e para saltar as últimas labaredas dos lumes... E tudo a rir e a cantar:

S. João p'ra ver as moças
fez uma fonte de prata...
As moças não vão a ela,
S. João todo se mata...

(esta referência às fontes tinha ainda ritualização não pelo S. João, mas pelo Santo António: a população "corria as fontes", ou seja, percorria algumas das várias fontes da vila de Penamacor e, em cada uma, cantava e dançava quadras alusivas aos três santos populares que, como se pode deduzir da breve referência anterior à festa de S. João, mergulhavam as suas raízes na antiguidade pagã e parecem ser memória das "fogueiras de Beltane" celtas, por exemplo, que ritualizavam o solstício de verão de forma bastante semelhante...)
S. João surge nestas quadras como paradigma do homem folião, malandrão, engatatão (" S. João era bom homem / se não fosse tão velhaco..."), bem afastado do que sobre ele a Bíblia nos conta. A cristianização destas festas ancestrais não conseguiu apagar as memórias de cultos pagãos da natureza, rituais de fertilidade e ritos iniciáticos a que muitas delas estão associados.
Gosto do S. João e do Santo António e do S. Pedro... e das recordações felizes que, ao longo dos anos, têm semeado a minha vida "festiva"...
(A ver se ainda consigo recolher algumas das quadras da minha infância, porque de momento só consegui trazer à memória a que aqui transcrevi!... E vamos a mais uma sardinha assada e a um bom copo de vinho tinto!... Até p'ró ano!...)

domingo, 21 de junho de 2009

Dia Europeu da Música / Dia do Relógio de Sol


O meu roseicolli chama-se Papageno e está cá em casa desde Fevereiro. A verdade é que ele é um compositor e executante nato: passa os dias a ensaiar novas partituras, que inventa durante ou depois de uns soninhos redondos. Até o João Ratão e a Carochinha já se renderam aos seus concertos (e a mais altos voos em seu encalce), depois de ele os encantar com a sua garganta mágica ou de os seguir pat'-ante-pata até aos pratinhos da paparoca de gato. Hoje, que é dia europeu da música, deixo aqui uma homenagem à felicidade de Amadeus Mozart e à alegria enternecida e sem tempo do seu Papageno: afinal, quando olhei para o meu pássaro, logo o ouvi cantar para a sua Papagena e... herdou-lhe o nome!
(em som miudinho: acho que gostava mais ainda de também ter sido música!...)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dia Mundial do Combate à Seca e Desertificação


É bonito, não é, este cartaz?
Combatendo a seca e a desertificação, o cartaz continua vivo por aqui, sempre ao nosso lado, quando decidimos ver o para que olhamos.

(se calhar também somos assim bonitos, vistos lá de dentro do cartaz... É melhor perguntar aos peixes e às plantas, espelho meu, espelho meu, haverá um olhar mais lindo do que o teu?!... Obrigada...)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dia da Criança Africana


Porque são belas e beleza é saúde e saúde é vida e... viva a vida!
Poema escrito por uma criança africana
When I born, I Black,
When I grow up, I Black,
When I go in Sun, I Black,
When I scared, I Black,
When I sick, I Black,
And when I die, I still black...

And you White fella,
When you born, you Pink,
When you grow up, you White,
When you go in Sun, you Red,
When you cold, you Blue,
When you scared, you Yellow,
When you sick, you Green,
And when you die, you Gray...
And you calling me Colored??


Em português:

Quando eu cresço, eu fico preto,
Quando eu tomo sol, eu fico preto,
Quando estou assustado, eu fico preto,
Quando eu estou doente, eu fico preto,
Quando eu morro, eu ainda sou preto...

E você parceiro branco,
Quando você nasce, você é rosa,
Quando você cresce, você fica branco,
Quando você toma sol, você fica vermelho,
Quando você sente frio, você fica azul,
Quando você fica assustado, você fica amarelo,
Quando você está doente, você fica verde,
E quando você morre, você fica cinza...
E você me chama de colorido ??

Colored (Colorido) é o termo usado em inglês para fazer referência aos negros.
(in... peço desculpa, mas não consigo reencontrar o blogue brasileiro de onde tirei este poema! Quando o achar coloco!)

sábado, 13 de junho de 2009

Dia de Santo António / Aniversário de Fernando Pessoa / Aniversário de M.ª Helena Vieira da Silva




Fernando Pessoa
Santo António de Lisboa

Santo António de Lisboa
Era um grande pregador,
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor.
s.d.
Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973).
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