Há tantos cães, gatos e pássaros como chapéus...: MUITOS!...
Andam à nossa volta, partilham o nosso espaço... e cuidam de nós...
Hoje, que é "Dia do Autor Português", trouxe um apontamento de cor da paleta de dois autores portugueses mais conotados com a infância e juventude... Ora vejam lá se esta paleta de cores tem idade!?... Gostaram? Eu, muito... Até nasceu um arco-íris aqui no meu bloguinho, só de os ler!...
Onde nasce o arco-íris?
Quem inventou as cores?
Como esquecer o azul?
Ao que sabe o laranja?
Ao que soa o violeta?
Quem vai contar ao verde
a cor que o verde tem?
O que sobra do vermelho?
Gota a gota, donde veio o anil?
Para onde fogem as cores
quando a noite vem?
E todas juntas
que sabem elas do branco?
(...)
in Mª Alberta Memeres e António Torrado (1983), O Livro das 7 Cores
"Penamacor era, na altura, uma vila propícia, com guarnição militar e um castelo fernandino a lembrar a sua importância como fortaleza arraiana.
A minha família tem sangue judaico - meus pais são Simão Nunes e Ana Nunes Ribeiro, abastados comerciantes da região, cristãos-novos descendentes de outro grande médico Francisco Sanches (1551-1623). Quando eu nasci já a fogueira da Santa Inquisição fazia arder corpos e almas no Rossio de Lisboa e de Évora, assim como nos Paços de Coimbra e Goa. A débil constituição física, aliada a um perfil hipocondríaco, não irá alterar a minha dedicação ao estudo e à pesquisa, devido em parte ao meu espírito diligente e curioso, apesar dos caprichos dos tempos e do Homem.(...)"
António Nunes Ribeiro sanches
“… Além disso o povo não faz boas nem más acções e raríssimas vezes se move por sistema nem por reflexão: será cortês ou grosseiro, sisudo ou ralhador, pacífico ou insultador, conforme for tratado pelo seu cura, pelo seu juiz, pelo escudeiro ou lavrador honrado. O povo imita as acções dos seus maiores. A gente das vilas imita o trato das cidades à roda; as cidades o trato da capital; e a capital o da corte. Deste modo, que a mocidade plebeia tenha ou não mestre, os costumes, (leia-se cultura) que tiver serão sempre a imitação dos que virem nos seus maiores, e não do ensino que tiveram nas escolas …”. Cartas Sobre a Educação da Mocidade (in http://www.vidaslusofonas.pt/ribeiro_sanches.htm)
Mondrian é um dos meus pintores preferidos: é ele que me filtra a luz no corredor (à falta de dinheiro para vitral, mandei fazer uma transparência auto-colante para a grande janela...) e já esteve para me oferecer a elegância de um vestido, o conforto de uma carpete, a decoração das paredes da sala e nem me atrevo a dizer o resto... Gosto da força, alegria, pujança e singeleza das cores, bem como da sobriedade e segurança arquitectónica que elas me constroem. Cores fortes e puras, sintetizando uma forma de ser e estar na vida (aquela que se me vai desenhando e colorindo o dia-a-dia).
(na imagem, um designer gráfico sobrepõe Audrey Hepburn a um quadro de Mondrian: um miminho!)