terça-feira, 21 de julho de 2009

Chegada do Homem à Lua (40º aniversário)

"Vês Aqui a grande máquina do Mundo,
EtéRea e elemental, que fabricada
Assi(M) foi do Saber, alto e profundo,
Que é Sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor esTe rotundo
Globo e sua supeRfície tão limada,
É Deus; mas o que é Deus, ninguém O entende,
Que a tanto o eNGenho humano não se estende."

Camões, Os Lusíadas, X, 80

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia Internacional da Amizade


Ser amigo é nunca deixar de o ser.
(porque o lastro que deixa nas nossas vidas é sempre o do horizonte que as andorinhas navegam...)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Dia Nacional da França

http://www.youtube.com/watch?v=guYdxt3YLB4

De plaines en forêts de vallons en collines
Du printemps qui va naître à tes mortes saisons
De ce que j'ai vécu à ce que j'imagine
Je n'en finirai pas d'écrire ta chanson
Ma France

Au grand soleil d'été qui courbe la Provence
Des genêts de Bretagne aux bruyères d'Ardèche
Quelque chose dans l'air a cette transparence
Et ce goût du bonheur qui rend ma lèvre sèche
Ma France

Cet air de liberté au-delà des frontières
Aux peuples étrangers qui donnaient le vertige
Et dont vous usurpez aujourd'hui le prestige
Elle répond toujours du nom de Robespierre
Ma France

Celle du vieil Hugo tonnant de son exil
Des enfants de cinq ans travaillant dans les mines
Celle qui construisit de ses mains vos usines
Celle dont monsieur Thiers a dit qu'on la fusille
Ma France

Picasso tient le monde au bout de sa palette
Des lèvres d'Éluard s'envolent des colombes
Ils n'en finissent pas tes artistes prophètes
De dire qu'il est temps que le malheur succombe
Ma France

Leurs voix se multiplient à n'en plus faire qu'une
Celle qui paie toujours vos crimes vos erreurs
En remplissant l'histoire et ses fosses communes
Que je chante à jamais celle des travailleurs
Ma France

Celle qui ne possède en or que ses nuits blanches
Pour la lutte obstiné de ce temps quotidien
Du journal que l'on vend le matin d'un dimanche
A l'affiche qu'on colle au mur du lendemain
Ma France

Qu'elle monte des mines descende des collines
Celle qui chante en moi la belle la rebelle
Elle tient l'avenir, serré dans ses mains fines
Celle de trente-six à soixante-huit chandelles
Ma France

Jean Ferrat

domingo, 12 de julho de 2009

Dia Mundial contra o Trabalho Infantil


... um sorriso soprando a caravela,
brincando...
(Como é feliz, o menino gosta de colher sorrisos e quer brincar a caravela com os outros meninos...)

sábado, 11 de julho de 2009

Dia Mundial da População


Somos muitos. Seremos mais e ainda os suficientes. Nós, a população, povoámos povos, póvoas e povoados e continuamos a povoar, popularizar pópulos, povoações e populações do mundo inteiro... sempre fomos muitos e os suficientes para povoar de novas palavras a nossa língua com origem popular: do "povo" latino dos soldados e comerciantes ao mesmíssimo "pópulo" dos latinos eruditos são muitos os séculos de História e muita a prole dos dois vocábulos...
(fica para um dia de mais calma e pachorra um inventário de palavras oriundas da palavra latina "populu-": parece tão prolífera como a própria população mundial... Que império, o da língua!...)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dia das Bibliotecas


Eu também sou filha das bibliotecas, sobretudo daquelas em que podia percorrer as estantes e aí encontrar o diálogo de calma e bonomia com os livros (e com os autores deles). Para além da Biblioteca itinerante da Gulbenkian, até aos meus 10 anos, recordo com agradecimento e, por vezes, com saudade pelo que por aí fui encontrando:a Biblioteca da Universidade Católica de Lisboa, a Biblioteca de Clássicas da Faculdade de Letras, o Centro de Estudos Manuel Viegas Guerreiro (com o próprio e na mesma faculdade), a do Centro de Linguística e as Bibliotecas Municipais de Penamacor e Figueira da Foz, na área etnográfica. Em certas alturas, ia para a biblioteca como quem ia para a Igreja de Fátima em Lisboa (para ver os vitrais do Almada, acabava por silenciar os barulhos a mais do dia-a-dia e descobrir uma nova poalha de estrelas que era sempre o início de um novo caminho a percorrer).
Porque gosto de Bibliotecas, sempre me entristeci com o facto de, nas escolas, para aí se enviar os "insurrectos das aulas" (oh palavrão horrível nos tempos que correm para a linguagem das,assim chamadas, "Ciências da Educação"!)... Terá sido um verdadeiro milagre se algum destes "castigados das bibliotecas" conseguiu ler um livro com o mínimo de prazer, aprendendo, portanto!...
As Bibliotecas a quem gosta delas, que eu continuo a sonhar com o dia em que, aqui sentadinha em frente ao computador, poderei consultar e ler alguns dos "tesouros da bibliografia universal"...