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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Entrudo
Ó entrudo, ó entrudo
Ó entrudo chocalheiro
Que não deixas assentar
As mocinhas ao soalheiro
Eu quero ir para o monte (bis)
Que no monte é que estou bem (bis)
Eu quero ir para o monte (bis)
Onde não veja ninguém,
que no monte é que estou bem
Estas casas são caiadas (bis)
Quem seria a caiadeira (bis)
Foi o noivo mais a noiva (bis)
Com o ramo de laranjeira,
quem seria a caiadeira
(tradicional da Beira Baixa)
Um excelente texto (artigo, dossier...) deste site / tertúlia ("cafeportugal")
http://www.cafeportugal.net/pages/dossier_artigo.aspx?id=1666
Também relacionado com o Entrudo / Carnaval, fica este vídeo da Galiza, em cuja descrição há muitas práticas rituais que eu ainda vivi na infância, como a de os rapazes enfarinharem (literalmente) a cara das raparigas (e a que eu nunca achei piada: motivo, aliás, para me esconder em casa e esperar ansiosamente que o Entrudo passasse para poder brincar e correr à vontade, pelas ruas à volta do castelo). Também pelo S. Martinho, havia hábito idêntico entre rapazes e raparigas, só que em vez de farinha era mesmo o carvão que ficava depois de assadas e comidas as castanhas do magusto ("estranhas formas de amar", continuo ainda hoje a achar, só que já com um sorriso). Fica adiada a incursão por estas práticas, pelo que o vídeo da Galiza fica aqui também para um dia cá voltar e tentar "arrumar esta casa"...
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