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segunda-feira, 14 de março de 2011

Aniversário de Einstein


1 (Ein) + Pedra (Stein)  preciosa
 com música dentro...

"Einstein tinha pela música um amor profundo, que raiava o espiritual. Hans Byland recorda ter tocado sonatas de Mozart com o jovem Einstein, então com 17 anos: «Quando ele começou a tocar violino, a sala pareceu amplificar-se. Eu estava a ouvir o verdadeiro Mozart pela primeira vez em toda a beleza grega da limpidez das suas linhas, ora graciosas ora magnificamente poderosas. Aquilo é divinal, dizia ele, temos de tocar outra vez. Que alma na forma como tocava! Eu não o reconhecia.» Os compositores preferidos de Einstein eram Bach, Mozart e Schubert, (...)." in http://anapaulasenabelo.blogspot.com/2007/06/einstein-e-msica.html


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia Internacional contra a Corrupção

Creio que foi Einstein quem afirmou que "um corrupto é um homem que deixou de trabalhar". Agrada-me esta definição pela simplicidade e também pelo valor humano que aqui é oferecido ao "trabalho": não só valor social, mas individual; não só serviço social, mas serviço a si mesmo; não só em termos materiais, mas também espirituais; não só no plano físico, mas também psicológico ou anímico; o trabalho como valor do humano e da (e em prol da)humanidade. Neste sentido se dirá também que antes de ser corrupto ou se deixar corromper (já que "tão ladrão é o que rouba a fruta como o que fica ao portão"), o homem se atraiçoou a si próprio, começando a construir uma torre de desafios, já sobejamente condenada pela sabedoria do tempo. Babel é-lhes um templo sempre adiado de futuro: porque não tem linguagem que a possa erguer à medida dos sonhos da Humanidade.
Com a sabedoria dos "Clássicos" fica-se bem, por estes temas: corrupção pode ser e é também tirania, violência, injustiça, cobiça, traição, mentira, dinheiro, morte (mas mais vale ouvir Sophia de Mello Breyner e Luís de Camões a falar sobre este tema e ler os 2 cartoons que aqui vos deixo e ganharam prémios no ano passado...)
«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»

Sophia, As pessoas sensíveis

Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruido
Por troças, por insídias, por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas

Sophia, Pranto pelo dia de hoje


96
(...)
Veja agora o juízo curioso
Quanto no rico, assi como no pobre,
Pode o vil interesse e sede imiga
do dinheiro, que a tudo nos obriga.

98
Este rende munidas fortalezas;
Faz tredores e falsos os amigos;
Este a mais nobres faz fazer vilezas,
E entrega Capitães aos inimigos
;
Este corrompe virginais purezas,
Sem temer de honra ou fama alguns perigos
;
Este deprava às vezes as ciências,
Os juízos cegando e as consciências
.

99
Este interpreta mais que sutilmente
Os textos; este faz e desfaz leis
;
Este causa os perjúrios entre a gente
E mil vezes tiranos torna os Reis
.
Até os que só a Deus omnipotente
Se dedicam, mil vezes ouvireis
Que corrompe este encantador, e ilude;
Mas não sem cor, contudo, de virtude
!
Camões, Os Lusíadas, canto VIII

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dia Internacional contra o Fascismo e o Anti-semitismo

Andy Warhol retratou alguns judeus e eu gosto muito desta série de retratos. Aqui ficam três de três personalidades que por razões diferentes me são muito caras... Albert Einstein, Franz Kafka, Sigmund Freud, George Gershwin, Sarah Bernhardt, irmãos Marx...Ribeiro Sanches... tantos, tantos que para além de nos continuarem a educar, têm em comum o facto de ser judeus...
"Era uma vez um pintor que tinha um aquário e, dentro do aquário, um peixe encarnado. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor encarnada, quando a certa altura começou a tornar-se negro a partir - digamos - de dentro. (...) o artista pintou na sua tela um peixe amarelo" Herberto Helder, Retrato em Movimento, II