Mostrar mensagens com a etiqueta Charlot. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Charlot. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dia dos Avós

A minha avó-madrinha Luísa Mariana, já muito velhinha e acamada, perdia-se de amores pelos seus "apatetados"... ou seja, Charlie Chaplin no seu melhor, como diz o vídeo. E se é verdade que eu não morria de amores por estes trambolhões circenses, a verdade é que me ria a bom rir com as gargalhadas e alegria contagiante dela de cada vez que o infeliz se estatelava desajeitadamente no chão... Ah! É preciso dizer que a minha avó Luísa Mariana estava completamente surda e eu fiquei sempre com a ideia que o Charlot era o seu melhor amigo aos quase 90 anos...
Bondosa e feliz, era assim a minha avó-madrinha. Quando não entendia o que lhe perguntávamos, ria; dizia qualquer outra coisa bem-disposta e ria; fazia o" seu último remate de colcha com franja "rabo de porco" (para aquela colcha de 2 agulhas que tua mãe te fez, Maria Luísa - e já tinha 80 e muitos anos, dos dela) e ria, ria, por entre muitas beijoquinhas nas bochechas da neta-afilhada que adorava o "rabo de porco" com que ela a presenteara. Ainda a tenho, à franja "rabo de porco" e tudo se fez como ela desejou e em cada "dia dos avós" é a minha avó Luísa Mariana e o Charlot que se estatelam ao comprido nos corredores da minha memória e eu sorrio e rio ao lembrar as patetices apatetadas daqueles dois sábios avós tão unidos à distância.
N. B. ... O vídeo é para ser visto pela minha avó; logo, se não se importa, retire-lhe o som e vai ver que o mundo dos nossos avós é outro e se der umas gargalhadas, eu também fico feliz!

(e ainda não foi desta que falei dos "meus egrégios avós"... Ou será que falei?)