“Temos, pois, que na Renascença, a idade dos artistas, havia efectivamente artistas, isto é, indivíduos enciclopédicos, indivíduos de perfeito conhecimento geral. É sobretudo isto: indivíduos libertos das grades de cada profissão porque são mestres de todas. Isto quer dizer: artistas”.
É dia de Dédalo e Ícaro, de Leonardo da Vinci, de Bartolomeu de Gusmão e tantos outros... É dia de Sonhar. Sempre. Como nos ensinou Sebastião da Gama: "Pelo sonho é que vamos comovidos e mudos. (...) (...) Chegamos? Não chegamos? Partimos. Vamos. Somos."
Uma ternura muito especial por Timor (e saudades dos Trovante, desde que os vi na festa do jornal Sete: o espanto da cultura portuguesa e da criatividade musical)... Ficou-me para a vida que nós também sabemos de dentro em quem e no que acreditar, contra os ventos e marés das informações "oficiais". Vem isto a propósito de que nunca acreditei que Xanana tivesse "entregue" Timor à Indonésia, apesar das suas declarações nesse sentido, que passavam na televisão... Era quase uma luta diária comigo e com o que ouvia e lia quotidianamente: estratégia para chamar a atenção sobre Timor, achava eu e, no dia em que cedi e achei que ele se tinha mesmo traído a ele próprio e à alma da nação que defendia, surgiu a verdade: ele abrira de facto mais um caminho para Timor. Agradeço-lhe a lição de vida que me deu e que não cabe ainda nas palavras. Como primeiro testemunho, fica a excelente canção Timor dos Trovante.