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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dia da Criança Africana

Eu acredito que é pela educação que se constrói a cidadania e, por isso, gostei de descobrir este projecto.   A ilustração é de Danuta wojciechowska para o livro O Beijo da Palavrinha de Mia Couto

"Em Lichinga até 2015
Educação: direito de cidadania
Educação em Lichinga é uma campanha de solidariedade que tem por objectivo enviar e manter anualmente, até 2015, 3 educadores e professores na cidade de Lichinga, uma das regiões mais pobres de Moçambique. Esta iniciativa visa contribuir para a concretização do apelo da Organização das Nações Unidas (ONU) - expresso nos “Objectivos do Desenvolvimento do Milénio” - no sentido de oferecer o ensino básico universal até 2015 a todas as crianças do mundo."
in http://www.seiva.co.pt/lic.html (Associação SEIVA)

http://www.seiva.co.pt/lichinga/testem_dan&hesp.pdf ( a ler)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dia Internacional da Tolerância / Dia Nacional do Mar

A verdade é, também, que nós cansamos as palavras; sobretudo as que remetem para valores morais. De tanto nos servirmos delas, acabamos por as desgastar. Tolerância é, por isso e também, compreender as variáveis (no espaço e tempo)que nos permitem receber da mesma maneira as lições de vida que os sábios nos vão oferecendo...

A tolerância é a caridade da inteligência. Jules Lemaitre

A tolerância é a melhor das religiões , Victor Hugo

O sistema da igualdade pareceu-me sempre um orgulho de louco. O mesmo não sucede com a tolerância , Voltaire

Entre as palavras e as ideias detesto esta: tolerância. É uma palavra das sociedades morais em face da imoralidade que utilizam. É uma ideia de desdém; parecendo celeste, é diabólica; é um revestimento de desprezo, com a agravante de muita gente que o enverga ficar com a convicção de que anda vestida de raios de sol , Agostinho da Silva

... e, quanto ao "mar anterior nós", ficamo-nos mais uma vez pela Sophia e por mais uma belíssima ilustração de Danuta Wojciechowska...
FUNDO DO MAR

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

Sophia de Mello Breyner Andersen