
Eu também sou filha das bibliotecas, sobretudo daquelas em que podia percorrer as estantes e aí encontrar o diálogo de calma e bonomia com os livros (e com os autores deles). Para além da Biblioteca itinerante da Gulbenkian, até aos meus 10 anos, recordo com agradecimento e, por vezes, com saudade pelo que por aí fui encontrando:a Biblioteca da Universidade Católica de Lisboa, a Biblioteca de Clássicas da Faculdade de Letras, o Centro de Estudos Manuel Viegas Guerreiro (com o próprio e na mesma faculdade), a do Centro de Linguística e as Bibliotecas Municipais de Penamacor e Figueira da Foz, na área etnográfica. Em certas alturas, ia para a biblioteca como quem ia para a Igreja de Fátima em Lisboa (para ver os vitrais do Almada, acabava por silenciar os barulhos a mais do dia-a-dia e descobrir uma nova poalha de estrelas que era sempre o início de um novo caminho a percorrer).
Porque gosto de Bibliotecas, sempre me entristeci com o facto de, nas escolas, para aí se enviar os "insurrectos das aulas" (oh palavrão horrível nos tempos que correm para a linguagem das,assim chamadas, "Ciências da Educação"!)... Terá sido um verdadeiro milagre se algum destes "castigados das bibliotecas" conseguiu ler um livro com o mínimo de prazer, aprendendo, portanto!...
As Bibliotecas a quem gosta delas, que eu continuo a sonhar com o dia em que, aqui sentadinha em frente ao computador, poderei consultar e ler alguns dos "tesouros da bibliografia universal"...
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