domingo, 7 de março de 2010

Aniversários: Papa Clemente XIII, Ribeiro Sanches, Mondrian, Maurice Ravel

"Que importa, oh Sanches, que hajas escrutado

Do Numen de Epidauro altos segredos

Se has-de toccar (um pouco mais tardio)

A meta inevitável?"

Filinto Elísio

"Penamacor era, na altura, uma vila propícia, com guarnição militar e um castelo fernandino a lembrar a sua importância como fortaleza arraiana.

A minha família tem sangue judaico - meus pais são Simão Nunes e Ana Nunes Ribeiro, abastados comerciantes da região, cristãos-novos descendentes de outro grande médico Francisco Sanches (1551-1623).
Quando eu nasci já a fogueira da Santa Inquisição fazia arder corpos e almas no Rossio de Lisboa e de Évora, assim como nos Paços de Coimbra e Goa.
A débil constituição física, aliada a um perfil hipocondríaco, não irá alterar a minha dedicação ao estudo e à pesquisa, devido em parte ao meu espírito diligente e curioso, apesar dos caprichos dos tempos e do Homem.(...)"
António Nunes Ribeiro sanches

“… Além disso o povo não faz boas nem más acções e raríssimas vezes se move por sistema nem por reflexão: será cortês ou grosseiro, sisudo ou ralhador, pacífico ou insultador, conforme for tratado pelo seu cura, pelo seu juiz, pelo escudeiro ou lavrador honrado. O povo imita as acções dos seus maiores. A gente das vilas imita o trato das cidades à roda; as cidades o trato da capital; e a capital o da corte. Deste modo, que a mocidade plebeia tenha ou não mestre, os costumes, (leia-se cultura) que tiver serão sempre a imitação dos que virem nos seus maiores, e não do ensino que tiveram nas escolas …”. Cartas Sobre a Educação da Mocidade
(in http://www.vidaslusofonas.pt/ribeiro_sanches.htm)

http://www.cm-penamacor.pt/ex800/017.html

Mondrian é um dos meus pintores preferidos: é ele que me filtra a luz no corredor (à falta de dinheiro para vitral, mandei fazer uma transparência auto-colante para a grande janela...) e já esteve para me oferecer a elegância de um vestido, o conforto de uma carpete, a decoração das paredes da sala e nem me atrevo a dizer o resto... Gosto da força, alegria, pujança e singeleza das cores, bem como da sobriedade e segurança arquitectónica que elas me constroem. Cores fortes e puras, sintetizando uma forma de ser e estar na vida (aquela que se me vai desenhando e colorindo o dia-a-dia).
(na imagem, um designer gráfico sobrepõe Audrey Hepburn a um quadro de Mondrian: um miminho!)

http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm
....
Quem resiste ao Boléro" de Maurice Ravel? Eu, não... (aqui encenado por Maurice Béjart)

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