O meu 25 de AbrilSão foices de pão as mãos do Alentejo
Enxadas de esperança as terras beirãs
São asas e potros e sol das manhãs
na verde lezíria de um Ribatejo...
São gritos de esperança o largo horizonte
E praias que dormem em crescentes de lua
São rios e sal, miúdos da rua
e cardos e serras e é Trás-os-Montes...
E é Portugal a sonhar o mundo
o povo a dançar, tanques a florir
e a ave da paz num beijo profundo
à brisa que sopra sinais de mudança
a gritar aos homens em cravos a abrir:
"Somos mais Abril! Somos Esperança!"
L. A., 1974
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