Uma das mais belas e comoventes canções da nossa História Pátria (pelo menos, para mim) é a "Queda do Império" de Vitorino Salomé. Registo também a letra (igualmente da sua autoria), porque gosto dela e me parece apropriada à efeméride de hoje: como se a "pata de negreiro" impedisse "As armas e os barões assinalados" de se cumprirem em Império.
QUEDA DO IMPÉRIO
Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau de canela e mazagão
Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja luanda
Sempre em flor.
Vitorino Salomé, (letra e música)
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