
O dia 21 de Março sempre foi, para mim, o dia da Primavera: o da menina que corria os campos a colher flores, o das cabriolices sobre os barrocos despenhados sobre a Rua da Quelha , o das cegonhas na torre mais alta do Mosteiro de Santo António, o das andorinhas volteando loquazes rumo a qualquer mapa e lindas, lindas, lindas... Fico por isso muito contente por hoje se celebrarem tantas efemérides:

ele é arvores,
é florestas,
é soninho descansado,

ele é encontro de cores,
e ele é a poesia e é mais aquele dia daqueles que fazem anos:
a andorinha do Rafael ( Bordalo Pinheiro)

e a música do João Sebastião (Bach)
e...
... e como a poesia é a linguagem da surpresa, aqui ficam momentos de encontro do homem com a sua infância: em estado de poesia, portanto (" sentir? Sinta, quem lê!", F. Pessoa)
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