Há dias reencontrei este poema de Pessoa e decidi trazê-lo para o meu "Dia da Mulher". Bem longe do que esperaria aqui escrever sobre o assunto, acabei por me render à beleza dos versos. E - que me perdoe o poeta - mas, sendo tão citado, decidi só lhe registar dos versos os que mais me deram "a surpresa de ser". A rimar em beleza, a ilustração é de Leonardo da Vinci, imagem que me acompanha desde há muitos anos a esta parte, como um "Hino à Mulher". Dá a surpresa de ser.
(...)
Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como?
Fernando Pessoa, Cancioneiro
Sem comentários:
Enviar um comentário