Não sei como se diz isto, mas
é dia de ver em cada homem uma criança e em cada criança um homem...
sempre...
no caminho da humanidade.
«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Faz hoje 47 (ou 48) anos que recitei o meu primeiro poema no "dia da mãe", que o era dantes, nesta data. Difícil, o soneto de Antero de Quental que me coube em sorte, tinha eu 5 anos, mas que me fez pensar que "quando eu for grande, vou perceber tudo, que isto é um poema para a minha mãe" e parece que também para Nossa senhora, que é a mãe do Menino Jesus (com este sim, eu tinha uma grande empatia: era rechonchudinho e sorridente no presépio, traquinas e alegre como criança... um reguila feliz, afinal, e muito, muito bom... era ele que me servia também de modelo e era ele que falava por mim à Mãe, se possível, que eu às vezes não era flor que se cheirasse...). A vida foi correndo e por entre os segundos do feriado religioso de hoje, dia da Padroeira de Portugal, relembrei uma comovente e sereníssima imagem de Nossa Senhora da Conceição, no Convento de S. Gonçalo em Angra de Heroísmo e o meu primeiro soneto "à Mãe", dito em público: aqui ficam ambas as recordações (a foto e o a versão fac-similada pela Biblioteca nacional do soneto de A
ntero). À VIRGEM SANTÍSSIMA
É dia de Dédalo e Ícaro, de Leonardo da Vinci, de Bartolomeu de Gusmão e tantos outros... É dia de Sonhar. Sempre. Como nos ensinou Sebastião da Gama:
Gosto de Hinos e bandas. Procurei e encontrei no youtube o "Hino da Restauração". Indiferente às polémicas que por aí pululam (monarquia, república, reino virtual...), decidi incorporá-lo aqui. Talvez porque, quando era miúda, no 1º de Dezembro, era sempre acordada às 8 da manhã por uma banda militar que percorria as ruas do burgo medieval... Tocava hinos festivos e eu gostava de acordar no quentinho da minha cama de criança com aquela música a desfilar alegrias e festejos pela manhã (seria esta uma das músicas que tocavam? Não me admiraria...)... Continua a ser feriado e eu continuo a gostar deste dia...