Aqui, o vermelho das papoilas de Cesário poisou na cabeça das "duas irmãs", de Renoir.
De Tarde
Naquele pic-nic de burguesas
Houve uma coisa simplesmente bela,E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios com duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
Cesário Verde
"O sole mio"...
http://www.youtube.com/watch?v=VmzUKdQG4w8 (para quem gosta do "castiço" Marceneiro...)
A ver, ouvir, ler... António Damásio. É muito bom acompanhar-lhe a calma, segurança e a simplicidade (possível) com que expõe as suas interrogações, perplexidades e conclusões.
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/entrevista_antonio_damasio.htm
http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=Grande-Entrevista-com-Antonio-Damasio.rtp&post=1337


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