Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura!
Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!
Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.
Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório um paraíso...
Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P'ra suportar melhor quem tem juízo.
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
http://www.fundacao-antonio-aleixo.pt/Quadras.asp
(Devo a Carlos Lopes uma grande comoção pela maratona em que ganhou a "medalha de ouro". Ele que me perdoe, mas eu (que sou pouco dada a desportos) segui-lhe pela televisão a corrida e só me lembro de querer que aquele senhor com "corpo e porte de cavalo de Alter" chegasse ao fim e ganhasse... e ganhou... e só depois fui Portugal com ele a celebrar.
Percebo o poeta...
Mais do que ser primeiro
Herói é quem
Sabe dar-se inteiro
E dentro de si mesmo ir mais além
Manuel Alegre
(um inolvidável Milos Forman...)
(uma estranha, forte e interessante forma de ser e estar, a de Yoko Ono...)
(...e tanto que eu "travoltei" à época, com esta música e em espaços tão semelhantes!...
Hello, John!...)


Sem comentários:
Enviar um comentário