sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Dia Mundial da Saúde Mental / Dia Europeu contra a Pena de Morte


"La seule différence entre moi et un fou, c'est que je ne suis pas fou..."
Salvador Dali

http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/sobre_genios_e_loucos_imprimir.html

"Pena de morte em Portugal

Portugal não foi o primeiro estado europeu a abolir a pena de morte. A República Romana fê-lo em 1849 seguida por S.Marino em 1852. Em Portugal, depois de duas propostas legislativas em 1852 e 1863, foi abolida para todos os crimes em 1867.
Cronologia:

Abolida para crimes políticos em 1852 (artigo 16º do Acto Adicional à Carta Constitucional de 5 de Julho, sancionado por D. Maria II.

Abolida para crimes civis em 1867 no reinado de D. Luís I. Abolida para todos os crimes, excepto por traição, durante a guerra em Julho em 1867 (Lei de 1 de Julho de 1867). A proposta partiu do ministro da justiça Augusto César Barjona de Freitas, sendo submetida à discussão na Câmara dos Deputados. Transitou depois à Câmara dos Pares, onde foi aprovada.

Mas a pena de morte continuava no Código de Justiça Militar. Em 1874, quando o soldado de infantaria nº 2, António Coelho, assassinou o alferes Palma e Brito, levantou-se grande discussão sobre a pena a aplicar.
Abolição para todos os crimes, incluindo os militares em 1911. Readmitida a pena de morte para crimes de traição em tempo de guerra, em 1916. Abolição total em 1976. A Lei de 1 de Julho de 1867 aboliu em Portugal, a pena de morte para todos os crimes civis. Para crimes militares foi abolida em 16 de Março de 1911. Restabelecida durante a 1ª Grande Guerra em 28 de Setembro de 1916 . Foi completamente abolida pela Constituição de 1976.
A última execução conhecida em território português foi em 1846, em Lagos. Remonta a 1 de Julho de 1772 a data em que é executada pela última vez uma mulher. Chamava-se Luísa de Jesus. Foi executada aos 22 anos de idade por ter assassinado 33 expostos, ou seja bebés abandonados, que ela ia buscar à "roda" de Coimbra, umas vezes usando o seu nome verdadeiro outras vezes usando um nome falso, apenas com o intuito de se apoderar do enxoval da criança e embolsar os 600 réis que eram dados cada vez que se ia buscar uma criança.
Eventualmente , terá havido uma execução em França, entre o exército português, ao abrigo do Direito português, durante a primeira guerra mundial em 1917 ou 1918, por traição.
Actualmente, a pena de morte é um acto proibido e ilegal segundo o Artigo 24.º alínea 2 da Constituição Portuguesa. "

Wikipédia

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dia Mundial dos Correios


Eu sou daquelas que gosto dos Correios e tenho saudades de escrever (e receber) cartas, postais, etc... É por isso que aqui fica o link para ouvirmos os Rio Grande com o seu "Postal dos Correios": uma ternura de hoje a sonhar os tempos da nossa infância..

http://www.youtube.com/watch?v=zHjRn6n0CZQ

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Dia Nacional dos Castelos


Adoro castelos. Nasci à sombra de um e na vizinhança de muitos. Por lá cresci e sonhei, li e escrevi, caminhei e trepei, estudei, meditei, vivi. Muito do que sou é um castelo também.

(não consegui um link em português sobre os nossos castelos, pelo que aqui deixo um em francês - também há em inglês - que sempre ajuda.)

http://fr.wikipedia.org/wiki/Liste_des_châteaux_portugais_par_région#Nord

domingo, 5 de outubro de 2008

Dia Mundial do Professor


O meu professor tem 52 anos e é humano. Tão humano que ainda me saem em chorrilho as palavras que sempre lhe sonhei contidas e sabiamente justas. É por isso que o que escrevo para ele é ainda tão-só um rosário de emoções. Mas, como hoje é o dia dele, escrevo-lhe.

Olha, Professor!
Fui rebelde, revoltei-me, invectivei-te,
apaixonei-me, sorriste, melhorei-me,
embasbaquei, segui-te e...
engasguei, tremi... e- minha mãe, que iniciação esta vida! - lá singrei,

porque sempre me sorriste,
quando o teu colega, igualzinho a ti,
naquela manhã de horas inexplicáveis para dar aulas
me obrigou a calar e sem qualquer razão insistiu no seu "magister dixit" e
alinhavou uma retórica de argumentos completamente falaciosos
mas tão doutos e estudados, testados e avaliados, avalizados portanto por tudo o que da alta política se plasmara em sábia lei-axioma do saber humano do século XX... que eu, obviamente, só fui salva porque sorriste para mim... e agradeci ao Deus possível que me iluminava estas esquinas da vida, o facto de te ter encontrado, a ti e ao professor igual a ti, que detestava dar aulas de manhã e era essa a sua única razão e...

Olha, Professor!
Estou a sorrir! Nessa altura, ainda não sabia o que era um psiquiatra na realidade do seu consultório, mas juro que agradeço para a eternidade toda a terapia de amor que me foi resonhando a alma, de forma a hoje olhar para ti com tanto amor!
E não é que, tu próprio, que me deste um par de estalos injustos que durou mais de 8 horas a arder nas bochechas dos meus 12 anos, que me obrigaste a assistir de joelhos à aula de Matemática, para me não esquecer nunca mais de fazer os trabalhos de casa, que me deste um zero num trabalho que não marcaste, etc... foste o meu melhor professor! Contigo ri à gargalhada, aprendi a recitar poesia, ganhei confiança para enfrentar o público, abri um baile de finalistas e... acabaste por me dar o meu primeiro emprego!...

Olha, Professor!
Tens 52 anos em mim e sou também professora, sempre contigo! Obrigada, Padre Fatela, pelo sonho de futuro que me desenhaste... E obrigada, Mãe, por me seres professora até aos 6 anos e com tão breves e sábias palavras de amor...

Olha, Professor! Obrigada e ... Bem Hajas!

(Eu, quando for grande, vou escrever-te poucas frases e sem toda esta pontuação. Talvez aí e então, consiga falar sobre o Dia Mundial do Professor, só com um sorriso na alma!)