
O meu professor tem 52 anos e é humano. Tão humano que ainda me saem em chorrilho as palavras que sempre lhe sonhei contidas e sabiamente justas. É por isso que o que escrevo para ele é ainda tão-só um rosário de emoções. Mas, como hoje é o dia dele, escrevo-lhe.
Olha, Professor!
Fui rebelde, revoltei-me, invectivei-te,
apaixonei-me, sorriste, melhorei-me,
embasbaquei, segui-te e...
engasguei, tremi... e- minha mãe, que iniciação esta vida! - lá singrei,
porque sempre me sorriste,
quando o teu colega, igualzinho a ti,
naquela manhã de horas inexplicáveis para dar aulas
me obrigou a calar e sem qualquer razão insistiu no seu "magister dixit" e
alinhavou uma retórica de argumentos completamente falaciosos
mas tão doutos e estudados, testados e avaliados, avalizados portanto por tudo o que da alta política se plasmara em sábia lei-axioma do saber humano do século XX... que eu, obviamente, só fui salva porque sorriste para mim... e agradeci ao Deus possível que me iluminava estas esquinas da vida, o facto de te ter encontrado, a ti e ao professor igual a ti, que detestava dar aulas de manhã e era essa a sua única razão e...
Olha, Professor!
Estou a sorrir! Nessa altura, ainda não sabia o que era um psiquiatra na realidade do seu consultório, mas juro que agradeço para a eternidade toda a terapia de amor que me foi resonhando a alma, de forma a hoje olhar para ti com tanto amor!
E não é que, tu próprio, que me deste um par de estalos injustos que durou mais de 8 horas a arder nas bochechas dos meus 12 anos, que me obrigaste a assistir de joelhos à aula de Matemática, para me não esquecer nunca mais de fazer os trabalhos de casa, que me deste um zero num trabalho que não marcaste, etc... foste o meu melhor professor! Contigo ri à gargalhada, aprendi a recitar poesia, ganhei confiança para enfrentar o público, abri um baile de finalistas e... acabaste por me dar o meu primeiro emprego!...
Olha, Professor!
Tens 52 anos em mim e sou também professora, sempre contigo! Obrigada, Padre Fatela, pelo sonho de futuro que me desenhaste... E obrigada, Mãe, por me seres professora até aos 6 anos e com tão breves e sábias palavras de amor...
Olha, Professor! Obrigada e ... Bem Hajas!
(Eu, quando for grande, vou escrever-te poucas frases e sem toda esta pontuação. Talvez aí e então, consiga falar sobre o Dia Mundial do Professor, só com um sorriso na alma!)
Olha, Professor!
Fui rebelde, revoltei-me, invectivei-te,
apaixonei-me, sorriste, melhorei-me,
embasbaquei, segui-te e...
engasguei, tremi... e- minha mãe, que iniciação esta vida! - lá singrei,
porque sempre me sorriste,
quando o teu colega, igualzinho a ti,
naquela manhã de horas inexplicáveis para dar aulas
me obrigou a calar e sem qualquer razão insistiu no seu "magister dixit" e
alinhavou uma retórica de argumentos completamente falaciosos
mas tão doutos e estudados, testados e avaliados, avalizados portanto por tudo o que da alta política se plasmara em sábia lei-axioma do saber humano do século XX... que eu, obviamente, só fui salva porque sorriste para mim... e agradeci ao Deus possível que me iluminava estas esquinas da vida, o facto de te ter encontrado, a ti e ao professor igual a ti, que detestava dar aulas de manhã e era essa a sua única razão e...
Olha, Professor!
Estou a sorrir! Nessa altura, ainda não sabia o que era um psiquiatra na realidade do seu consultório, mas juro que agradeço para a eternidade toda a terapia de amor que me foi resonhando a alma, de forma a hoje olhar para ti com tanto amor!
E não é que, tu próprio, que me deste um par de estalos injustos que durou mais de 8 horas a arder nas bochechas dos meus 12 anos, que me obrigaste a assistir de joelhos à aula de Matemática, para me não esquecer nunca mais de fazer os trabalhos de casa, que me deste um zero num trabalho que não marcaste, etc... foste o meu melhor professor! Contigo ri à gargalhada, aprendi a recitar poesia, ganhei confiança para enfrentar o público, abri um baile de finalistas e... acabaste por me dar o meu primeiro emprego!...
Olha, Professor!
Tens 52 anos em mim e sou também professora, sempre contigo! Obrigada, Padre Fatela, pelo sonho de futuro que me desenhaste... E obrigada, Mãe, por me seres professora até aos 6 anos e com tão breves e sábias palavras de amor...
Olha, Professor! Obrigada e ... Bem Hajas!
(Eu, quando for grande, vou escrever-te poucas frases e sem toda esta pontuação. Talvez aí e então, consiga falar sobre o Dia Mundial do Professor, só com um sorriso na alma!)
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