domingo, 19 de dezembro de 2010

Aniversário de Alexandre O'Neill




O Poeta-cigarra






Velha Fábula em Bossa Nova



Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.


Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.

Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.


Assim devera eu ser
se não fora
não querer.


(-Obrigado, formiga!
Mas a palha não cabe
onde você sabe...)

 Alexandre O'Neill

de quem eu guardei da adolescência um verso-retrato
(título de um livro seu):


AS ANDORINHAS NÃO TÊM RESTAURANTE


http://cvc.instituto-camoes.pt/figuras/alexandreoneill.html

http://www.arlindo-correia.com/250900.html#Soneto

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