O Poeta-cigarra
Velha Fábula em Bossa Nova
Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.
Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.
Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.
Assim devera eu ser
se não fora
não querer.
(-Obrigado, formiga!
Mas a palha não cabe
onde você sabe...)
Alexandre O'Neill
de quem eu guardei da adolescência um verso-retrato
(título de um livro seu):
AS ANDORINHAS NÃO TÊM RESTAURANTE
http://www.arlindo-correia.com/250900.html#Soneto


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