segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dia do Sol / Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Fui educada, reiteradamente, na compreensão da Liberdade com Responsabilidade. Não entendo a primeira sem a segunda, pelo que me atrapalha a inversão de valores sociais de que certas tomadas de posição da Comunicação Social se fazem, frequentemente, eco. Se é verdade que "cada cabeça, sua sentença", também é verdade (para mim e contra Maquiavel) que nem todos os meios justificam os fins: cumprir objectivos, sim, mas há que ser moralmente responsável quer na sua definição, quer nas estratégias utilizadas para os conseguir.
O Sol, quando é forte demais, queima... o mesmo acontece com a linguagem (verbal e não-verbal) que se utiliza para informar. Responsavelmente, um eufemismo (por exemplo) pode fazer muito pela Liberdade ( e saúde) das pessoas. Infelizmente, nos tempos que correm, é bem mais comum o disfemismo (como se a geração adulta se recusasse a abandonar o espírito radical da adolescência)... E é por isso que, às vezes, com o objectivo oficial de formar consciências para a liberdade, nada se forma, mas formata... Dantes chamava-se "lavagem ao cérebro" (e é disso que nos fala o cartoon que, hoje, nos serve de imagem)...

(vendo bem, acho que escrevi para "levar na cabeça": posso expressar a minha nostalgia de alguma contenção na Comunicação Social, hoje, que é Dia da Liberdade de Imprensa?... Por que raio de Sol escaldante o voyeurismo radical vende tanto? hein?!... Depois anda tudo a jogar  "farmville" e a tratar dos mémés e das flores em quintas intermináveis e de sonho... E eu, como não jogo "farmville", faço o mesmo ao recordar Alberto Caeiro: "A luz do sol não sabe o que faz / E por isso não erra e é comum e boa"... Olha, viv' ó Sol! Olha, viv'á Liberdade...)

Sem comentários: