«Desejaria que houvesse o cuidado de lhe escolher [à criança] um condutor [preceptor] que antes tivesse a cabeça bem feita do que muito cheia.»
«Um leitor inteligente descobre frequentemente nos escritos alheios perfeições outras que as que neles foram postas e percebidas pelo autor, e empresta-lhes sentidos e aspectos mais ricos. »
«O nosso maior prazer neste mundo são os pensamentos agradáveis.»
«Se eu fosse um fabricante de livros, faria um registo comentado das diversas mortes. Quem ensinasse os homens a morrer, ensiná-los-ia a viver .»
«Viver é o meu trabalho e a minha arte.»
«A honra que recebemos daqueles a quem tememos em nada nos honra .»
(Rui Reininho: controverso, mas carismático...; dos GNR, gosto mesmo é das "Dunas", mas não encontrei nenhum vídeo que me interpretasse esta composição...)
"Tanta era a consciência da própria honra que empenhava os ossos do filho, depois as barbas, ao pagamento duma soma que pedia para o serviço do rei, e não para si. 0 povo de Goa respondeu a esta carta com quantia muito superior à que fora pedida, vendo que tinham um governador tão humilde para os rogar, e tão grande para os defender."
"(... ) ciência, a qual alcança um conhecimento sem epílogo, um conhecimento aberto, em constante movimento de aproximação, não compatível com o espírito de sistema. Diz-nos por isso, no segundo texto, que o saber das ciências é «chegado à verdade», e não a verdade absoluta (...)"
in http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/ren3.html
"A violência que fala é já uma violência que procura ter razão; é uma violência que se coloca na órbita da razão e que começa já a negar-se como violência."
Paul Ricoeur in "O Citador" http://ricoeur.iaf.ac.at/
(Fabuloso, de humano, Dexter Gordon em "À Volta da Meia-noite" de Martin Scorsese: "...My life is music... My love is music...)
(Magnífica Elizabeth Taylor: belíssima, excelente actriz, irreverente, intensa, apaixonada, menina ... tinha tudo para ser um dos meus "ídolos" de adolescente. E era!... Aqui, é Cleópatra, subjugando Roma .. e aquela piscadela de olho, no final, a César ... imperdível)
Écoutez vers l'onde Cette voix profonde Qui pleure toujours Et qui toujours gronde, Quoiqu'un son plus clair Parfois l'interrompe... - Le vent de la mer Souffle dans sa trompe.
Comme il pleut ce soir! N'est-ce pas, mon hôte? Là-bas, à la côte, Le ciel est bien noir, La mer est bien haute! On dirait l'hiver; Parfois on s'y trompe... - Le vent de la mer Souffle dans sa trompe.
Oh! marins perdus! Au loin, dans cette ombre, Sur la nef qui sombre, Que de bras tendus Vers la terre sombre! Pas d'ancre de fer Que le flot ne rompe. - Le vent de la mer Souffle dans sa trompe.
Nochers imprudents!
Le vent dans la voile Déchire la toile Comme avec les dents! Là-haut pas d'étoile! L'un lutte avec l'air,
L'autre est à la pompe. - Le vent de la mer
Souffle dans sa trompe.
C'est toi, c'est ton feu Que le nocher rêve, Quand le flot s'élève, Chandelier que Dieu Pose sur la grève, Phare au rouge éclair Que la brume estompe! - Le vent de la mer Souffle dans sa trompe.
Victor Hugo
(Saudades felizes de um excelente concerto, nos idos de 80, no Coliseu de Lisboa... Uma ternura em palco, este Senhor! E... quem não dança com esta música?!...)
A ver, ouvir, ler... António Damásio. É muito bom acompanhar-lhe a calma, segurança e a simplicidade (possível) com que expõe as suas interrogações, perplexidades e conclusões.
que ponga freno a lo que siento ahora a raudales
te amo
te amo
eternamente te amo
si me faltaras no voy a morirme
si he de morir quiero que sea contigo
mi soledad se siente acompañada
por eso a veces se que necesito
tu mano
tu mano
eternamente tu mano
cuando te vi sabia que era cierto
este temor de hallarme descubierto
tu me desnudas con siete razones
me abres el pecho siempre que me colmas
de amores
de amores
eternamente de amores
si alguna vez me siento derrotado
renuncio a ver el sol cada mañana
rezando el credo que me has enseñado
miro tu cara y digo en la ventana
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota…
Crepite, em derredor, o mar de Agosto…
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!
Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito…
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.
Educar é confiar e responsabilizar. Baden-Powell e Michel Giacometti, em alturas diversas da minha vida, deram-me a lição de vida que só agora consegui traduzir, assim, em linguagem. Baden-Powell regeu-me os sonhos da infância e Giacometti confirmou-os na idade adulta. A noção de "Serviço Cívico" já estava em Baden-Powell e, criança de olhos abertos para a fantasia (como todas), guardei para sempre a imagem fantasiada de um Explorador africano com um chapéu na cabeça e uma rede de caçar borboletas, na mão. Nos meus sonhos, acho que ele andava mesmo e só à procura da Beleza, que tanto estava, fisicamente, nas borboletas como, animicamente, nos jovens que lhe borboleteavam à volta, à procura de um caminho traçado a pólen de flores, um caminho de Jovens para a Vida toda...